Mais uma vez a desilusão subiu ao trono.
Eras lindo, maravilhoso,
mas não passas de um mono!
Sei que não te quero insultar
mas a revolta é tanta
que não me consigo controlar.
Não queres conversas,
um dia vais querer,
disto não te esqueças.
E, nessa altura,
quem te vai mandar passear
sou eu!
E esse teu triste ser
vai ver tudo
o que perdeu!
Agora posso chorar,
mesmo querendo,
posso não me controlar.
É uma tristeza
cairmos sempre na desilusão.
Este sentimento
já me rebenta o coração.
O coração e talvez a mente.
O coração está cada vez mais só,
vazio e doente.
De todas estas lutas de triste fim
sobram as obras que guardo para mim.
Destruí-las? Não creio que seja solução.
Não têm culpa e servem de recordação.
Enfim, vamos aguentando,
por vezes triste, amargurada,
até gritando!
Confio que um dia terei a minha sorte,
um príncipe encantado
que me ame e me conforte,
respeite, em mim confie e me aceite,
com quem seja feliz,
alguém que não me rejeite.
Esse dia há-de chegar,
confio.
Mesmo que vá demorar,
confio.
Não tenho outra hipótese
se não esperar,
mas até lá
terei que me aguentar.
[Confiando.]
Joana Seca
25/10/2006
25/10/2006
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