terça-feira, 13 de abril de 2010

Novamente... (começa a ser hábito)

Mais uma vez
a desilusão subiu ao trono.

Eras lindo, maravilhoso,

mas não passas de um mono!

Sei que não te quero insultar

mas a revolta é tanta

que não me consigo controlar.


Não queres conversas,

um dia vais querer,
disto
não te esqueças.
E, nessa altura,
quem te vai mandar passear
sou eu!
E esse teu triste ser
vai ver
tudo
o que perdeu!


Agora posso chorar,
mesmo querendo,

posso não me controlar.

É uma tristeza

cairmos sempre na desilusão.
Este sentimento
já me rebenta o coração.


O coração e talvez a mente.

O coração está cada vez mais só,

vazio e doente.

De todas estas lutas de triste fim

sobram as obras que guardo para mim.

Destruí-las? Não creio que seja solução.

Não têm culpa e servem de recordação.


Enfim, vamos aguentando,
por vezes triste, amargurada,

até gritando!

Confio que um dia terei a minha sorte,

um príncipe encantado
que me ame e me conforte,

respeite, em mim confie e me aceite,
com quem seja feliz,
alguém que não me rejeite.


Esse dia
há-de chegar,
confio.

Mesmo que vá demorar,

confio.

Não tenho outra hipótese

se não esperar,

mas até lá

terei que me aguentar.

[Confiando.]

Joana Seca
25/10/2006

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