Vi-te; e ao olhar-te percebi que nunca de ti gostei.
Contigo sorri, revivi, alegrei-me.
Graças a ti fiz mais do que sentir,
sonhei.
E nos meus sonhos pensava
que era certo o caminho onde andava.
Enganei-me.
Hoje, ao ver-te, não te vi como via.
Não, nunca gostei de ti...
Era engano o que sentia,
pois não era de ti que gostava
era de mim.
Gostava do que eu era
quando contigo estava,
do que sentia
quando contigo falava,
do que voava quando
cantavas para mim.
Agora, sei que gostava de ti
como podia gostar de qualquer outro.
Porque, afinal, não era de ti que gostava,
era do que eu sentia por gostar de ti.
Joana Seca
2010/06/14
2010/06/14
2 Silêncios:
MARAVILHOSO, vou seguir-te com toda a certeza...
Mariana, antes de mais obrigada. Infelizmente este blogue já está um bocadinho "inactivo", tenho outro que fala um pouco de tudo, não só e exclusivamente de poesia. Passa por lá se quiseres: pedras-do-meu-castelo.blogspot.com.
Mais uma vez obrigada e sê bem-vinda! (:
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