Tuas fotos são a cara que nunca toquei, O corpo que nunca abracei,
A boca que nunca beijei.
És o sonho mais longínquo da realidade,
O pesadelo cor-de-rosa,
O inatingível, o incansável,
O que nunca foste, não és e jamais serás;
A batalha que nunca vou vencer,
A matéria que nunca vou entender,
O problema sem solução,
A minha tristeza sem razão,
A presença que está ausente,
A pessoa que não me sai da mente,
Aquele que espero encontrar
A qualquer minuto, em qualquer lugar,
O que nunca aparece nem nunca vai falar,
O que não reconhece e sempre vai ignorar;
Aquele para quem as minhas lágrimas correm,
Aquele no qual todas as minhas alegrias morrem,
Aquele cujo único olhar me faz tremer,
Cujo som vocálico me faz renascer.
É esse mesmo que me põe neste estado,
Que me põe para aqui a escrever...
É também o mesmo que nunca me vai querer,
Que não sabe da minha existência
Nem quando nasci
Nem da cor que gosto
Nem que estou mal se não o mostro.
É aquele a quem nem ao lado passo,
Pois a sua superioridade me deita abaixo.
É, por fim, o mesmo que
Se algum dia isto ler
Jamais vai perceber
Que é para ele o escrito.
É o sonho...
A ilusão...
O pássaro que nunca me esteve na mão...
Para ti.
Joana Seca
2007/01/22
2007/01/22
6 Silêncios:
Adorei.
(Quem será o "ele") hum hum :)
Nádia, o poema é antigo... Mas também um bocadinho intemporal e de fácil adaptação :p
Pois, eu cá te entendo.
Nádia, será que entendes? :p
lindo simplesmente.... e tão comigo se identificou que lágrimas pelo meu rosto cair deixou.....
adorote miuda!!!
ass: Martolas :D
Martolas,
Até rimas pa! Obrigada :')
Enviar um comentário
Nota: só um membro deste blogue pode publicar um comentário.